domingo, 13 de março de 2011

De como não acabei de falar do Carnaval...

De como me diverti com as fantasias:
Não tinha muita noção do quanto as pessoas levavam a sério as festas temáticas. Tivemos o dia do pijama, o dia da fantasia, o dia do branco e o dia do troca. Algumas vezes me percebia apontando para as pessoas e rindo. O que eu poderia fazer?! Era engraçado.
Se não tivesse chovido eu teria levado a máquina fotográfica e, quem sabe, mostraria aqui o meu Top 5.
Além dos tradicionais palhaços, abelhas, super-heróis, piratas, enfermeiras, e policiais, vi rolos de papel higiênico, a presidente Dilma, João-sem-braço, balas chita...


De como perdi o ônibus pro hotel:
Não que fosse grande coisa, pois perdi o ônibus algumas vezes durante todo o Carnaval, mas o dia ao qual me refiro eu estava ensopada, com frio, com vontade de fazer xixi e a caminho do meio de transporte que, rapidamente, me deixaria no hotel.
Um (super) amigo pediu: "Ok, vou fazer xixi ali, esperem rapidinho!!" e entregou seu copo cheio de bebida para minha amiga. Quanta ingenuidade. Não é que esperamos?? Esperamos, esperamos e esperamos. Quando demos conta, o ônibus foi e nós ficamos ali, paradas, com cara de tacho.

(Se a minha vida fosse um filme, exatamente nessa hora apareceriam duas orelhas de burro na minha cabeça e a cena seguinte mostraria o "amigo" rindo descontroladamente.)

Até corremos e procuramos alguma coisa parecida com o nosso ônibus, enfim. Como nos outros dias em que não fomos de ônibus a ideia era voltar de táxi e pronto, tudo ficava bem. Mas adivinha? Foi bem nesse dia que também perdemos o documento e o dinheiro que estava junto (como contei no post anterior), ou seja, não poderia pagar um táxi para voltar. "GRANDE MERDA" - pensei.
Sorte que um monitor gente fina ofereceu uma carona dizendo: "Mas só vou até ali por perto, não vou deixá-las no hotel, tudo bem?". O que eu ia dizer?
- "Não, prefiro voltar o caminho todo a pé, tchau!" ?
- "Não, vai tomar suco de cajú!" ?
Só disse a seguinte frase: "Bom, por mim..."

O que não esperávamos era que essa carona saísse só dali trinta ou quarenta minutos. Trinta ou quarenta minutos é tempo suficiente pro xixi apertar de uma maneira sinistra, porém, não era tempo suficiente para ir até o banheiro e voltar a tempo de não perder o segundo ônibus... Foi tenso.
O chinelo molhado machucando os pés, as pernas bambas, os dentes batendo, o corpo gelado pedindo um banho quente e eu alucinei falando sem parar. Perguntando e respondendo a mim mesma coisas como:
- Você foi idiota? - Sim!
- Você tá com frio? - Certeza!
- O que vai dizer pro "amigo"? - Vou apontar o dedo na cara dele e dizer: "..."
- Você vai fazer isso de novo? - Talvez...
- Você queria sua cama agora? - Definitivamente.

Ai ai, pura diversão...

quinta-feira, 10 de março de 2011

De como foi meu Carnaval...

"O que acontece em Votu, fica em Votu!!", mas, algumas situações merecem um post. Segue o resumo do Carnaval 2011!!

De como o ônibus se transformou em uma balada:
Assim que o bus partiu ouvimos meia dúzia de instruções da monitora e um sonoro: "GALERA, ABERTO O OPEN BAR!". No começo achei um pouco demais. Caramba, open bar agora? Serão cinco horas de viagem. Pô, quero chegar lá inteira e curtir a Avenida... Tá, mas é Carnaval, né? Som na caixa e alguns já estavam virando doses, dançando, mostrando o bumbum pela janela, outros andando por cima dos bancos, pessoal interagindo, buzinas, megafone... E não é que aconteceu? Uma balada no ônibus. Quem diria... Eu curti um pouco, mas cochilei, afinal, foram DEZ horas de viagem e uma noite sem Avenida. Bom, pro primeiro dia, tava ótimo.

De como eu não sei o nome das pessoas:
Fato, não consigo falar o nome de 10 pessoas que viajaram comigo. Não que eu tenha esquecido, a verdade é que nem perguntei. De alguns sei o apelido, de outros, inventei o apelido. Foi numa dessas que me transformei em Japa 1. Por mim...

De como o meu quarto no hotel virou um lixão:
Um dia bateram no quarto, abri e foi espuma e confete all in. Tinha tanta coisa grudada na porta que, nem depois de passar a tia da limpeza ela ficou como antes. Sujeiras carnavalescas a parte, também tinham as roupas pra secar, a toalha, as coisas que eu deixava pra fora da mala e o cheiro de tudo isso num quarto que ficava fechado quase 99% do tempo.

De como perdi meu RG:
A questão é que andar com documentos no meio de tanta gente no Carnaval é ridículo, mas era uma exigência e não queria dor de cabeça por não poder entrar no hotel ou no bus. Nos primeiros dias o coitado do documento voltou ensopado e até arrumei um saquinho para protegê-lo da chuva. Mas sim, dor de cabeça - mode on.  Fiz um B.O. e agora tenho que enfrentar filas e gastar um bocado para renovar meus documentos - lembrando que a minha CNH também venceu.

De como eu quero aquele sorvete de novo...:
Só nos quarteirões perto do hotel contei umas cinco sorveterias. Escolhi uma, entrei e fiz o meu pedido tradicional: "CROCANTE!". Não tinha. Como assim?? Sou extremamente indecisa, mas essa é uma das escolhas fáceis que faço na vida. Nunca quero outro sabor. Tinha uma versão transgênica do crocante, um tal de Crocker - que, convenhamos, parece nome de comida de cachorro (joguei no Google e apareceu uma marca de calça jeans... Hhauaha) voltando... - Também escolhi um de Leite Ninho com Nutella. Que delícia!! Agora, posso entrar em todas as sorveterias e pedir um sorvete de Leite Ninho com Nutella. Não vai existir, mas essa seria a minha escolha fácil. Acho que, toda vez que chegar numa Yoguland, Yogoberry, Yogu qualquer coisa, vou sentir falta do sorvete que comi lá em Votu por apenas R$2,00 o copo com duas bolas. Fica o meu pedido: Sorveteiros de Votu, abram uma filial aqui perto de casa!!

De como odiei e amei os banheiros químicos:
Nunca fui com a cara dos banheiros químicos: Como assim não tem papel? Como assim não tem pia? E como assim não tem descarga? E tudo aquilo que aprendi sobre se limpar, se lavar e ser educada com o próximo? A verdade é que, ser educada com o próximo no banheiro químico é dizer: "Olha amiga, prende a respiração e vai fundo!". Mas amei. Amei, pois em certas horas eu faria tudo por um banheiro e ele não estava lá. Fui em um banheiro cuja caixa da descarga havia caído da parede. O chão parecia uma piscina de água (aparentemente limpa) e precisei de uma desconhecida (Uhuu, fiz amigas de banheiro!) para segurar a caixa enquanto fazia meu tão esperado xixi. Ahh, é! Fiquei na fila para fazer esse xixi, I-N-A-C-R-E-D-I-T-Á-V-E-L. (E só pra constar, lavei as mãos com água potável todas as vezes em que fiz xixi, sem exceção!! A descarga e o papel... Bom, deixa pra lá!)

De como eu peguei conjuntivite:
Nos últimos dias um ou outro apareceu com os olhos vermelhos, coçando e reclamando, mas não dei muita importância. Depois, soube que a conjuntivite estava rolando solta. Tentei me proteger. Quando encostavam no meu braço, eu lavava. Se alguém segurava a minha mão, eu lavava. Mas estar num hotel com cinco pessoas nesse estado e voltar num ônibus, com a imunidade baixa e mais de vinte pessoas com a doença... Difícil escapar. Estou me cuidando agora. Colírio a cada duas horas, limpando com soro, lavando as mãos. A febre e as ínguas vieram de presente.

A pergunta é: Quero mais Votu?
Bom, por mim...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Pra onde foi o bom humor?!

Lembro que na sétima série eu contava piadas. Aprendia algumas só para repetir. Queria fazer todo mundo dar risadas a troco de nada e, sem saber, vivi ali o auge do meu bom humor.
(Claro, aos 24 você não ri de coisas que aos 15 eram engraçadas e você acha graça em coisas que aos 15 te faziam chorar...)

Enfim, de lá pra cá se foram alguns anos e junto, foi um tanto do meu bom humor. Assim, no sentido piada da coisa. Posso dizer que neste último mês passei ao lado da TOLERÂNCIA ZERO. Um mix de impaciência, raiva, cansaço, cobranças e outras coisas que não atraem boas energias.

Mas tá decidido: quero meu bom humor, minha paciência e meu ânimo de volta. Quero não me estressar durante a semana, quero sorrisos, piadas. Quero um carnaval divertido e um pós-carnaval melhor ainda!!

Vamos aos preparativos?

domingo, 20 de fevereiro de 2011

O seu melhor com atitude!!



Semana passada fui com as meninas num PUB perto da Av. Paulista e peguei esse postal. Na hora li, gostei e guardei na bolsa. No dia seguinte, li, gostei e colei ao lado do espelho.

Durante a semana passei por algumas situações nas quais percebi como, em determinadas situações, o meu comportamento se assemelha ao de um saco de batatas. Desejando ser, no mínimo, uma batata frita ou um purê, achei que cabia expressar o meu melhor com atitude.

Expressar o meu melhor, pode não ser o melhor pra quem ver/ouvir/sentir. Cabe a mim, um bom senso do tamanho do sol, enfim, estou processando a informação. Já gastei um tempinho e uns neurônios pensando em responder a seguinte pergunta: "Como?".
Como uma pessoa nasce em 1986, acorda em 2011 e decide que vai parar de ser uma batata? Levo em conta que algumas vezes acertei e fui feliz, falei o que tinha que ser dito e fiz o que tinha que ser feito. Mas como ser menos batata (ou banana) e sempre dizer e fazer o que tem que ser?!

Vou continuar pensando e, quem sabe, expressar por aí o meu melhor.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

"Tempo, tempo, tempo, tempo..."



Sabe quando parece que o dia não rende?! (Ou quando ele não rende de verdade?!)
A semana passou voando, amanhã é sexta-feira e o que eu fiz?!

Acordei, fui trabalhar e, durante as aulas vagas e no horário de almoço, corri com o que deixei pendente e não foi pouca coisa, vejamos:
- Fazer as placas das salas de aula (já está tudo recortado, falta colar);
- Limpar e arrumar os nomes nos ganchinhos do refeitório (quatro ou cinco nomes pra terminar);
- Colocar nome nos lápis de cor (só fiz o da turma da tarde);
- Arrumar o plano anual (consertar a parte dos objetivos e a avaliação);
- Recortar itens de revistas (recortei boa parte, mas parece que vai faltar);
- Fazer a lição de inglês (recebi hoje, mas já entrou pra lista, né?);

A dúvida que paira no ar é: Tenho pouco tempo disponível ou tenho coisas demais pra fazer?? Quero um dia com 30 horas. Ou férias.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Tudo acaba em pizza...

Bob´s + Mc Donald´s + Burguer King

Comer é bem mais que uma necessidade biológica.
Qualquer cinema, teatro ou encontro pede um cardápio. Simples assim: nenhuma programação está completa sem envolver comida.
E confesso, não sei cozinhar. A última vez em que me aventurei na cozinha comi batatas não-cozidas cobertas com um molho salgado. Uma verdadeira catástrofe gastronômica.


Pra mim, qualquer refeição se torna um grande evento em segundos, basta comer. Não tenho um ritual, não faço cerimônias, como.
Pode ser um café da manhã reforçado, uma feijoada, um sorvete, uma macarronada ou algumas frutas. Fico feliz numa lanchonete, num restaurante australiano, chinês, japonês ou coreano. Gosto de pizza, de saladas, legumes, batatas de todos os tipos - assadas, amassadas, fritas, gratinadas. Adoro arroz com feijão, verduras e posso ir à loucura com as sobremesas. Como barrinha de cereais, biscoitos e não dispenso a comida da mamãe.

Bom, pelo menos estou de volta à academia!!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Resumo da semana!!!

Fiquei doente, bem doente. Febre na quinta, sexta, sábado, domingo e segunda. Na sexta e na segunda fui pro hospital. Nas duas vezes fiz exame de sangue e nas duas tomei injeção (cada dia por um motivo, cada dia em uma nádega). Já estou bem melhor e ainda não sei bem o que eu tive.

Sexta, depois da febre, do exame de sangue e da injeção, MINHA PRIMEIRA REUNIÃO DE PAIS SOZINHA!!! Até que eu não estava nervosa, sabia o que tinha que fazer e falar. Me apresentei:
- Boa noite, eu sou a professora Mariana....
- Ahhhh! Ahhh!! - algumas mães começaram a gritar e eu pensei: "Uau, isso é que é recepção!!!"
Quando olho, uma barata perto do meu pé. Só consegui dar um chute lateral na pobre coitada que deslizou pra fora da sala. Sorte (?) foi que a coordenadora apareceu bem na hora e aproveitou para dizer aos pais que a escola é detetizada todo semestre e me deixou com menos cara de "apareceu uma barata na minha primeira reunião de pais sozinha". Bom, fato é que o pequeno inseto quebrou qualquer tensão que existia. Sobrevivi.

Segunda, depois da febre, do exame de sangue e da injeção, O PRIMEIRO DIA DE AULA DAS CRIANÇAS!! E aos trancos e barrancos, a semana passou voando... Esse ano promete!!